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domingo, 23 de março de 2014

#2 Sarau de Poesia: Especial Ana Cristina César


Aconteceu na Quinta - Feira ( 13/03 ) o #2 Sarau de Poesia: Especial Ana Cristina César que fazia parte das comemorações do mês de março, mês da Mulher na Athena Livraria. Logo, foi que não existia melhor lugar que o #templodacultura para falar sobre a poetisa Ana, que continua sendo a Esfinge Poética da Geração Mimeógrafo ou Marginal que teve amplo reconhecimento com Chacal, Cacaso e companhia na edição de "26 POETAS HOJE", livro organizado por Heloísa Buarque de Hollanda que mostrou ao país os grandes poetas daquela geração perdida em meio aos tumultos
da Ditadura Militar.


Eram 18:30 quando começaram a chegar os mais diversos poetas, amantes da literatura, professores 
e ouvintes para prestigiar o evento e quando foi 19:00 o escritor Josué Rowstock falou um pouco sobre a Poética da Ana C. César lançada pela Companhia das Letras, que reuniu toda obra da poetiza em apenas um livro que já esta para vendas na Athena Livraria. Todos que participaram ainda ganharam um Ensaio Literário chamado -Decifrando Ana Cristina César, do escritor J. Rowstock.

Uma vez que foi contada a história da poetisa, passamos para a roda de declamações poéticas onde
todos que se faziam presentes falaram um pouco sobre si mesmos, seus projetos e sua vida em geral para uma maior integração. Logo após, começamos a declamar poesias como faziam outrora e como fizemos e continuamos a fazer, todavia, não teve quem não se apaixonou pelas palavras e versos de cada pessoa que declamou, todos com o coração aberto e acalentados pelo talento de grandes poetas da velha e nova geração de Santa Maria/RS.


Mais uma vez, o Sarau de Poesia , organizado pelo grupo @FebredeRato & J. Rowstock e com a participação sempre acalentadora e que incentiva a cultura da literatura da cidade, a Athena Livraria com seu novo espaço em sua nova loja que agora conta com diversos livros e contando com mais um espaço para apreciação de um bom café no segundo andar, nos deu uma ampla estrutura
para todos sentirem-se em casa.

Esperamos que todos tenham gostado, que as pessoas que foram voltem nos próximos e os que ainda não foram que na próxima vez possam ir também, afinal.

@FebredeRato.


terça-feira, 11 de março de 2014

Sarau de Poesia - Especial Ana Cristina César



O evento é uma parceria com o projeto @FebredeRato, organizado por Josué Rowstock. No ano passado, ainda no antigo endereço, o encontro foi  regado a um bom café e poesias que falavam sobre essa iguaria. Confira no link como foi a primeira edição desse encontro. 

Nesta próxima quinta-feira, dia 13, às 18:30 teremos a segunda edição do Café com Poesia. Este encontro entre os amantes da poesia será especial, pois é em homenagem a poetisa Ana Cristina César, autora do  livro "Poética" lançado pela Companhia das Letras em 2013.



Ana Cristina Cesar (1952-1983) nasceu no Rio de Janeiro. Formada em Letras pela PUC-Rio, mestre em Comunicação pela UFRJ e em Teoria e Prática de Tradução Literária pela Universidade de Essex, na Inglaterra, participou da antologia 26 poetas hoje (1976), organizada por Heloisa Buarque de Hollanda. Foi poeta, jornalista, tradutora e crítica literária. 

Tornou-se uma das mais importantes representantes da poesia marginal que florescia na década de 1970, justamente pela singularidade que a distanciava das “leis do grupo”. Criou uma dicção muito própria, que conjugava a prosa e a poesia, o pop e a alta literatura, o íntimo e o universal, o masculino e o feminino - pois a mulher moderna e liberta, capaz de falar abertamente de seu corpo e de sua sexualidade, derramava-se numa delicadeza que podia conflitar, na visão dos desavisados, com o feminismo enérgico, característico da época. (Informações retiradas do site da Cia das Letras)

"Acreditei que se amasse de novo
esqueceria outros
pelo menos três ou quatro rostos que amei...
organizei a memória em alfabetos
como quem conta carneiros e amansa
no entanto flanco aberto não esqueço
e amo em ti os outros rostos."
                                   (Ana Cristina César)

Quer conhecer um pouco mais sobre Ana Cristina César ou sobre as palavras e pensamentos do universo da poesia? Então, venha participar conosco no Café com Poesia na próxima quinta-feira. Esperamos por você!!!

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Café com Poesia - sarau literário

Na última quinta-feira (05/09) ocorreu a primeira edição do "Café com Poesia", um evento organizado pelo Projeto @FebredeRato e Athena Livraria.




Foi um final de tarde muito agradável, com muita poesia e regada a um saboroso café.
Foram com estas palavras que Josué Feltrin, idealizador do projeto, iniciou o sarau literário:

"Hoje eu não tomei café preto sem açúcar ao acordar. De modo que dei preferência para fazer isso com vocês no momento.
Nada como um bom café preto para ser bem recepcionado e recepcionar. O café é um convite para entrar nessa roda, um motivo para ficar, outro motivo para conversar, para namorar e sim - poetizar.
Todavia, não me consta ainda um poeta que abdicou do café, mas cito versos apaixonados pela cafeína - Caio Fernando Abreu, Mário Quintana, Lya Luft, Clarice Lispector entre outros.
Hoje eu não tomei café preto sem açúcar quando acordei, logo mais vou tomar. Me sentirei então em casa, em companhia e acolhido: pelo café, pela poesia e pelos amigos. Obrigado!" (Josué Feltrin)

Josué Feltrin

A relação entre literatura e café data do começo do século XIX, quando a capital francesa era considerada o centro cultural do mundo e as cafeterias, o epicentro da cidade. Na época, escritores, editores e artistas se reuniam em eventos chamados de saraus.


                           


A bebida está presente nas três etapas da atividade literária: na produção do texto, na publicação do livro e, é claro, em seu consumo.

O café, tal qual a literatura, parece mesmo ter uma intensa relação coms as atividades artesanais, mas apesar dessa aparente vocação bucólica, a bebida virou artigo básico nas grandes metrópoles. A evolução econômica do consumo de café no Brasil coincide com o crescimento da compra de livros no país, como lembra o jornalista literário Felipe Minor: "Talvez as pessoas estejam comprando mais livros porque estão tomando mais café. Ou talvez seja o contrário. Nunca se sabe o que começa primeiro. O fato é que há, sim, uma relação direta entre consumo de café e consumo de livros", argumenta Minor, enquanto prova mais um pouco de seu encorpado café caseiro feito por ele, em casa.

Entre um e outro gole, ele relembra as tradições culturais do café e disserta, confortavelmente, sobre o tema: "Eram, e ainda são, muito comuns na França, as atividades literárias em cafés. O estabelecimento acaba sendo o espaço de encontro de escritores, principalmente poetas, preocupados em trocar impressões sobre seus textos ou projeots estéticos. A bebida em si é até irrelevante. O café é uma espécie de chimarrão ocidental. bebe-se pelo ato em torno da bebida. É um lubrificante social importante." (texto retirado do blog: http://cafeoubica.blogspot.com.br/2009_12_01_archive.html)




No decorrer da noite os participantes foram convidados a escrever uma poesia com o tema: café. O desafio foi aceito por todos, e as produções... Bem, vocês mesmo podem conferir:

                                                       "Oportuno fazer um paralelo
                                                        entre o café e o amor:
                                                        Por vezes necessário,
                                                       outras vezes saciante.
                                                       Ainda pode ser perfumado
                                                       e viciante. Quente!
                                                       Dispensável apenas quando
                                                       morno e passado."
                                                                                   (Denise Ayres)




"O rico cheiro do café
um gole
dois goles
a cafeína me toma
por completa, num
sentimento a cada gole."
                                            Marluci Castagna Feltrin




                                                           "O café pode ser expresso
                                                            o café pode ser sem pressa
                                                            o café pode expressar
                                                            e pode até despertar
                                                            só não pode faltar."
                                                                                   (Fernando)




                                                                        Onde há,
                                                                        má fé
                                                                        não tem
                                                                       café.
                                                                       Café, tem fé.
                                                                       Vem cá, fé;
                                                                       sorva o café."
                                                                                      (Haydée Hostin)




"Tome café
pode ser aceito ou
renunciado,
como o amor."
                              (Alcides Caetano)


"Com frio
Cadê o que me aquece?
Uma prece, como a fé?
Ou talvez um simples café?
                                                  (Camilla Caetano)




                                                             
                                                               Solidão, com café
                                                               vira solitude.
                                                              Aflição, com café
                                                              vira caos a miúde.
                                                              Não é por acaso
                                                             que café, rima com fé
                                                              Fé move montanhas
                                                             Café alimenta os anseios
                                                              remove montanhas.
                                                              logo café, sem exageros,
                                                              é o que move a fé."
                                                                                    (Marcelo Domichelli)




"Café, meu estômago se enerva.
Meu cérebro explode,
o café toma no sangue."
(Mr. Apple)


                          


Até o próximo encontro!!!